Ação do Ministério da Justiça e Receita Federal
A operação “Última Chamada” foi realizada na data de 17 de setembro de 2026, em uma ação conjunta entre o Ministério da Justiça e a Receita Federal, visando a fiscalização de lojas suspeitas de comercializar celulares de forma irregular. Esta operação faz parte de um esforço contínuo para eliminar práticas de venda que colocam em risco tanto a segurança das informações pessoais dos consumidores quanto a própria integridade do mercado.
Alvos da Operação em Minas Gerais
Em Minas Gerais, a operação focou em sete estabelecimentos, com vistorias realizadas nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Santa Luzia e Vespasiano. Em um contexto mais amplo, 65 outras lojas foram fiscalizadas em estados como Rio Grande do Norte, Pará, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Goiás e Acre.
Razões para a Fiscalização
A razão principal por trás da fiscalização se deve ao aumento das vendas de dispositivos eletrônicos que não possuem a devida documentação, como aparelhos sem a importação regular, bem como problemas relacionados à segurança, como o comércio de celulares revendidos que podem ter sido roubados. Dessa forma, a operação busca inibir a concorrência desleal e garantir um ambiente de compra seguro para os consumidores.

Impacto da Venda Irregular de Celulares
A prática de vender celulares irregulares não apenas prejudica as receitas do governo através da evasão fiscal, mas também coloca em risco a segurança dos dados dos usuários. Dispositivos sem a devida origem podem vir com software malicioso, oferecendo risco à privacidade e à segurança dos consumidores.
Resultados da Operação Última Chamada
Os resultados da operação demonstram a eficácia das ações conjuntas das forças de segurança e da Receita Federal. Ao longo da operação, foram encontrados diversos estabelecimentos que não apenas vendiam celulares irregulares, mas também dispositivos como TV boxes, que dão acesso a canais pagos sem a devida autorização.
Estabelecimentos Visitados e Resultados
Durante a operação, os agentes fiscalizadores visitaram um total de sete locais em Minas Gerais, realizando uma série de apreensões de produtos ilegais. A seguir está uma tabela que sumariza os alvos e a equipe envolvida de acordo com cada estado:
| Estado | Alvos | Servidores |
|---|---|---|
| Rio Grande do Norte | 21 | 8 |
| Pará | 20 | 13 |
| Rio de Janeiro | 12 | 11 |
| Minas Gerais | 7 | 15 |
| Alagoas | 5 | 4 |
| Espírito Santo | 3 | 6 |
| Goiás | 3 | 8 |
| Acre | 1 | 2 |
Concorrência Desleal no Comércio
Um dos focos centrais da operação foi a concorrência desleal promovida por lojas que vendem produtos ilegais, privando estabelecimentos que operam de acordo com as normas de uma igualdade de condições no mercado. Isto resulta em um ciclo nocivo que pode prejudicar a economia local e nacional.
Segurança do Consumidor em Jogo
Além de proteger a economia, a operação também é crucial para resguardar os direitos dos consumidores. A venda de celulares sem verificação de origem pode acarretar em sérios problemas de segurança. Um produto irregular pode trazer não apenas riscos ao banco de dados do usuário, mas também instabilidades e mau funcionamento.
Dispositivos Além dos Celulares
A fiscalização não se limitou apenas a celulares, mas também incluiu dispositivos como TV boxes, que têm sido amplamente utilizados para acessos ilegais a conteúdos pagos. A Receita Federal visa garantir que tanto celulares quanto outros dispositivos vendidos no mercado estejam em conformidade com as regulamentações de importação e uso.
Próximos Passos da Fiscalização
As ações da Receita Federal e do Ministério da Justiça continuarão a evoluir com um foco em promover não apenas a fiscalizações periódicas, mas também em campanhas de conscientização para consumidores e comerciantes sobre os perigos e as consequências da venda e compra de produtos irregulares.


