A fábrica da Kalenborn em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, foi escolhida para produzir uma linha de peças industriais destinada aos Estados Unidos e ao Canadá. Segundo a companhia, nenhuma outra planta do grupo está autorizada a fabricar essa linha para o mercado norte-americano.
A decisão encerra um processo de expansão conduzido ao longo dos últimos anos. A Kalenborn é especializada em revestimentos resistentes ao desgaste usados em setores como mineração, siderurgia e geração de energia.
Em 20 de outubro de 2026, a unidade mineira foi apresentada como a base exclusiva dessa produção para os dois países. O CEO e diretor-geral da Kalenborn, Luiz Antônio de Campos, atribuiu a escolha ao trabalho de qualificação realizado na fábrica.

A operação amplia a participação da unidade de Vespasiano na estrutura internacional do grupo. A notícia aborda a preparação da fábrica, a certificação para exportar e os efeitos que a empresa espera para a cadeia produtiva local.
A escolha de Vespasiano para produzir a linha destinada aos EUA e ao Canadá
Na avaliação que levou à concentração da produção, a empresa considerou critérios técnicos, custo logístico e qualidade da mão de obra. Esses fatores orientaram a escolha da unidade de Vespasiano para atender os dois mercados.
A decisão da matriz também levou em conta o desempenho da fábrica brasileira em produção de larga escala. Segundo Luiz Antônio de Campos, CEO e diretor-geral da Kalenborn, a unidade vinha apresentando resultados consistentes, com previsibilidade e manutenção da qualidade.
Campos afirmou que a definição não foi pontual, mas resultado de um trabalho de vários anos para qualificar a planta. Para o executivo, a operação de Kalenborn em Vespasiano demonstrou à matriz capacidade para cumprir exigências internacionais.
Certificação e impactos esperados das exportações para a operação mineira
Antes de iniciar os embarques, a fábrica passou por adequações nos processos de produção e por auditorias internacionais. A certificação obtida habilitou a unidade a exportar diretamente a linha específica para os Estados Unidos e o Canadá.
Com a autorização, a operação mineira deve responder por um volume maior de embarques internacionais. A companhia também espera ampliar a participação da fábrica na receita global do grupo, sem informar valores ou prazos para essa expansão.
A empresa prevê ainda efeitos indiretos na cadeia produtiva da região. Segundo a expectativa divulgada pela companhia, o novo fluxo de exportações pode aumentar a demanda por fornecedores e prestadores de serviço locais.


